Novembro 15, 2009

Olhar Concreto
Intervenção Urbana/ Lambe-Lambe
Crato-Ce novembro/2009





Olhar Concreto

O desenho é que permite ao artista penetrar na intimidade do real, tocar-lhe o cerne, estripá-lo, reestruturá-lo, transformá-lo. E, além disso, saber desenhar é um modo de possuir a realidade, de poder inclusive inventar-lhe sucedâneos. O desenho estabelece a ligação entre o mundo objetivo e a imaginação, entre a realidade e o sonho. Entre o universo individual e o universo social.
Ferreira GULLAR

Vivenciar um desdobramento no plano do dia-a-dia. O desenho esta esticando a cidade. Pessoas inseridas no concreto nos questionam com seu olhar firme e ativo. O que é concreto? O que há de humano no chão?
Orientar-se a partir do solo. Sentir-se em plongée. Trazer a ambigüidade ao ato de olhar o chão, a base sólida, o companheiro do cotidiano, uns dos poucos elementos ainda firmes na cidade mutante.
“Entretanto o que surpreende é que a vista aérea faz surgir à questão da interpretação, da leitura ou pelo menos torna problema tão premente que somos obrigados a conscientizarmo - nos dele” .
É apenas um desenho, a representação do corpo humano em escorço e “a nossa principal marca identitária” esta posta em questão.
Para além dos limites do espaço geográfico o corpo se reconstrói ao infinito. Até onde ser humano?
É a realidade transformada em texto, é algo que precisa de decodificação. É um certo ... olhar concreto.
GULLAR, Ferreira. Argumentação contra a morte da arte. 8ed. Rio de Janeiro: Revan, 1993, p.121.
KRAUSS, Rosalind. O fotográfico. Editorial Gustavo Gili SA: Barcelona, 2002.
SANT´ANNA, Denise Bernuzzi de. Corpos de Passagem: ensaios sobre a subjetividade contemporânea. São Paulo: Estação Liberdade, 2001.


Considerações sobre os salões em Fortaleza,Ce



É com imenso pesar, que escrevo minha opinião sobre a XV UNIFOR PLÁSTICA e o 60° SALÃO DE ABRIL. Opinião esta, que me faz mergulhar numa inumerável seqüência de críticas e inquietações. Estamos em pleno final de ano (2009) e os únicos eventos da cidade, onde podemos ter uma participação, com algum retorno financeiro para a classe artística cearense são estes dois.
Inscrições concorridas, formulários a preencher, ânsia para saber a resposta da apreciação e finalmente a exposição. Neste ano, o tema do Salão de Abril foi; Qual o lugar da arte? Definiu-se desde o início como um salão bastante inovador em sua estrutura. Pela primeira vez podíamos encontrar a opção Intervenções Urbanas dentro das linguagens oferecidas. Datas e prazos oferecidos, dentro de um arrojado e bem pensado layout artístico. A proposta era mobilizar a cidade e fazer-nos pensar qual era o real lugar da arte.
Tudo muito bem arrumado, bem esclarecido. Passamos para a segunda etapa. O salão que tradicionalmente ocorre no mês de abril, teve seu prazo de inscrição prorrogado por mais trinta dias. Uma clara desconsideração para com aqueles que cumpriram o prazo estabelecido no lançamento do edital. Prorrogação esta que levou o salão a ser realizado apenas no mês de outubro deste ano. Não me apego a datas e horários de uma forma muito rígida. Acredito que a mudança é benéfica até certo ponto, mas, lançar um edital e prorrogá-lo por mais um mês no último dia de inscrição é para mim no mínimo uma falta de seriedade dos organizadores.
Organizadores estes, responsáveis em parte pela seleção dos trabalhos ali apresentados. Afinal, foram eles que indicaram os curadores. Curadores que selecionaram um total de trinta trabalhos, onde vinte e quatro eram de artistas de outros estados brasileiros. Será que não existe produção artística no Ceará? Ou será que a qualidade dos nossos trabalhos é tão inferior assim? Somos realmente levados a formar tais indagações.
Porém, analisando o tão esperado nível dos trabalhos selecionados, nos perguntamos; Nas mãos de quem está a arte em Fortaleza? O lugar dela infelizmente está nas mãos de alguns entorpecidos intelectuais pela arte processual de má qualidade. Não houve mobilização alguma, nem sequer divulgação adequada das intervenções urbanas. Um verdadeiro fiasco cultural. O que foi proposto como questionamento foi realizado como monopólio da máquina municipal de forma mesquinha e pobre. Mais uma vez nosso espaço artístico se inclina para ser recolonizado, reorientado, remanejado, reaproveitado pelos artistas de fora. Não me coloco numa defesa cega e regionalista do Salão de Abril, mas questiono quantos eventos desta natureza temos na Capital Alencarina? Apenas dois. Será o suficiente para absorver todos os artistas formados pelas emergentes faculdades de Artes da capital, e mais todo o elenco de artistas autodidatas, que são talentos natos e exemplos de força e perseverança, numa cidade já tão habituada a valorizar apenas o que vêm de fora?
Existe produção de qualidade no Ceará sim. Como prova disto tem a XV UNIFOR PLÁSTICA. Lá podemos encontrar trabalhos de alta qualidade estética e poética. O único problema é o notório descaso para com os trabalhos. Este descaso aparece quando se têm numa mesma sala mais de vinte trabalhos amontoados numa competição desleal pelo olhar do expectador. Sentimos-nos dentro de um mercado de arte. Alias, a idéia de um mercado é algo bem familiar para aquela instituição que visa o lucro acima de tudo. Parece-nos uma exposição vergonhosa, uma exploração visual que se alimenta de uma idéia perdida de valorização artística do povo cearense. Valorizar a arte não é amontoá-la e ver quem chama mais a atenção. Estes senhores estão enganados. Nós estamos sendo enganados por estes psedo bem-feitores da arte.
Não precisamos de migalhas. Precisamos de uma estrutura de salões que abra espaço real e de qualidade para nossa produção. Chega de mesquinharias que só alimentam a competição e a deslealdade artística. Sejamos mais atenciosos com nossa produção, pois apenas conhecendo e valorizando o que é nosso poderemos nos lançar com firmeza para uma vivência estética de valor.

Diana Medina
Setembro / 2009
Cartaz de divulgação do curso de Ilustrador do Senac


Lagartista

lambe-lambe

Crato-CE



LAGARTISTA
Dimensão: Variável
Técnica: Mista
Data: Maio/ 2009


Depois de tantos elogios, depreciações, escárnios, glórias, e martírios, não sabemos ainda o real significado da palavra “artista”. Seria um iluminado ou um alucinado? Tantos se autonomeiam como tal. Tantos não são reconhecidos. Morrem no descaso... Porém uma resistência permanece, a luta pela criatividade livre. Ser ou não ser artista? Eis a questão. Somos todos. Criar é inerente a vida. Este trabalho vem rir de toda esta grande especulação. Utilizando-me da xilogravura, pincel e lambe-lambe, venho expor na rua, onde é o melhor lugar da ARTE LIVRE. É também uma homenagem com todo meu respeito aos grandes mestres da gravura na região do Cariri. Divulgo um animal estranho que se chama; Lagartista. Que anda por todos os lugares. Ele está livre, sem espaço definido. Causa estranhamento e acima de tudo nos faz questionar a sagrada palavra “artista”.

Diana Medina

Novembro 14, 2009

"Todo graffiti é sempre o primeiro." Galo (PE)

Maio 03, 2009


Orgânico
técnica mista
Pássaro
nanquin s/ papel

Setembro 25, 2008

Agosto 11, 2008

preparação
julho 08
pés limpos
julho 08

gráficos momentos
julho 08

Abril 30, 2008

Rouge et Noir

isto faz pARTE
infogravura
abril 08

le rouge IV
infogravura
abril 08

la dame
caneta
abril 08

masque
caneta
abril 08

Abril 29, 2008


le rouge II
infogravura
abril-2008

Março 27, 2008

tronco II
caneta s/ papel
março 2008
tronco I
caneta s/ papel
março 2008
hora do chá de ervas
caneta s/ papel
março 2008
palácio bolonha - belém (detalhe)
caneta s/ papel
março 2008
passará
xilogravura
março 2008
boca louca
xilogravura
março 2008
piriquito da madame
lápis de cor
março 2008
s/ título
caneta
março 2008
s/ título
técnica mista
março 2008
madame butterfly
caneta s/ papel
jan. 2008

olhar traçado
técnica mista
jan. 2008

Fevereiro 16, 2008

"...vem, com uma chama leve, liberar as forças da luz aprisionadas na matéria"
(gaston bachelard)

Fevereiro 12, 2008

s/ título
nanquim s/ papel
jan.2008
diana medina
s/ título
nanquim s/ papel
jan.2008
diana medina
s/título
nanquim s/ papel
dez.2007
diana medina
s/ título
nanquim s/ papel
dez.2007
diana medina
s/ título
xilogravura
dez.2007
diana medina

miolo
xilogravura
out.2007
diana medina
lamparina
xilogravura
dez.2007
diana medina

Dezembro 13, 2007

"Por que todas as flores falam, cantam, mesmo aquelas que desenhamos. Não podemos desenhar uma flôr ou un pásaro estando taciturno." Gaston Bachelard - A poética do espaço -1957.

" Car toutes les fleurs parlent, chantent, même celles qu´on dessine. On ne peut dessiner une fleur, un oiseau en restant taciturne." Gaston Bachelard - La poétique de l´espace -1957.
nanquim s/ papel
out.2007
diana medina

nanquim s/ papel
dez.2007
diana medina
nanquim s/ papel
dez.2007
diana medina
nanquim s/ papel
set.2007
diana medina

nanquim s/ papel
out.2007
diana medina
nanquim s/ papel
nov.2007
diana medina
nanquin s/ papel
out.2007
diana medina

nanquim s/ papel
nov. 2007
diana medina

Agosto 03, 2007

fruit

"Grande Raul!"
caminho
Balbino
s/ título
s/ título
s/ título
s/ título

s/ título

Junho 26, 2007

puta q pariu
infogravura
rebocado
infogravura

Seu Raimundo
bico de pena s/ papel
viiixe!
infogravura

Maio 27, 2007


abs...3
infogravura
abs...2
abs...
infogravura

Março 27, 2007

confeti no chão 01
infogravura

lascose!!!!
infogravura
composição energètica
infogravura

Fevereiro 04, 2007

Legos de Simon
Infografia

medina.diana@gmail.com